Ainda lembro de toda simplicidade
dos teus vales
de tuas cercas brancas
do trigal,dos moinhos e seu ranger vagaroso
Ainda lembro da tua anatômia aconchegante
de formas concretas
da solidão gostosa
que se sente nos teus campos
como era bom no verão o riacho,
pescar na toa represa
busca vaca no pasto de madrugadinha
ainda lembro da forma incorreta do teu palavreado,
carregado de sotaque
Como era bom o seu sorriso depois das seis
o banho esquentado no fogão a lenha
a madeira da casa velha estalando
ao anoitecer
a poeira vermelha que enche olhos dos desatentos
Ainda lembro como foi bom andar descalço
Caçar bixo no mato,
Tua mesa sempre farta
Teu pomar com gosto de fruta de verdade
Tudo era bom
Ainda lembro de toda simplicidade
Dos teus vales.
Com saudades ainda lembro...
Juba
domingo, 13 de dezembro de 2009
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